Depoimento sobre a experiência Ciência sem Fronteiras

A experiência de estudar em uma universidade estrangeira é de extremo valor para o futuro profissional. É o momento de crescer, de explorar o desconhecido, de se conhecer melhor, conhecer os próprios limites, tendências e preferências. É a hora de lutar para conseguir o que tanto almeja, de desfrutar do bom e “do ruim”, aprendendo com o inesperado, é o momento de se superar!
Estudar fora é aprender novas línguas com os próprios nativos, é ver a diferença cultural sem julgá-la, mas procurando entendê-la, é se aventurar e não deixar a ansiedade e o medo tomarem conta. É, principalmente, saber se controlar, aprender o que é prioridade, é pensar, planejar e imaginar o futuro. Mas também é a fase de dúvidas e saudades. É saber que o crescimento tem seu preço, mas a preguiça e a comodidade têm um preço maior a ser pago, pode não ser agora, mas no futuro, com certeza.
Entrar em uma turma já formada há anos não é fácil. Entrar em uma sala cheia de pessoas desconhecidas que não falam a sua língua, que nem mesmo sabem de onde você surgiu, não acontece todos os dias, e ter que se apresentar para cada um, em uma hora propícia, implica no seu crescimento pessoal, na sua postura diante o desafio, reflete a sua cultura, educação e valores.
Conviver com essa nova turma é um desafio constante, uma alegria constante, uma decepção muitas vezes. Essa turma, essa nação, essa cultura não está lá para te receber, para te satisfazer, para te ajudar o todo tempo, saber que você é o estranho dali é fato, mas saber ser simpático, comunicativo e generoso com o próximo, independente de reciprocidade, é uma dádiva. Saber conviver consigo sem precisar de alguém te elogiando, dizendo o que fazer, dizendo o que fez certo ou errado é um dos aspectos que se aprende em um intercâmbio. Saber estar sozinho e não se sentir sozinho reflete a confiança em si mesmo, o que leva ao auto-conhecimento.
Os desafios, cada um viverá os seus, mas a intensidade e o modo de encará-los vai depender, além da personalidade, da experiência de vida. E essa experiência vai aos poucos formando, modificando a própria personalidade, que nada mais é do que o que define uma pessoa.
Aproveitem!
Aí vai uma parte do meu relatório para o CNPq.
RELATÓRIO TÉCNICO FINAL CNPq Ciência sem Fronteiras (CsF):
Que recomendações você daria a outros estudantes interessados em participar do Programa Ciência sem Fronteiras?A maior recomendação de todas: o povo brasileiro é um povo realmente hospitaleiro, mas não espere hospitalidade e afeto imediatos de outras culturas, principalmente em relação aos “países frios”, como a Alemanha, onde estive pelo CsF. O carinho deles para com você vem com o tempo, e isso eu aprendi desde que fiz IAESTE em 2009, também na Alemanha, por isso minha estadia agora em 2012 foi mais tranquila. Não espere que outras pessoas te recebam como irmão, mas eles vão se despedir com carinho e sentirão a sua falta, a falta do brasileiro, especialmente se for do AMIGO brasileiro. Faça CsF para o seu crescimento pessoal, auto-confiança, independência. Com certeza essa experiência te influenciará positivamente de diversas maneiras, tanto profissional, com ótimos contatos e experiências no currículo, quanto pessoal, como maior maturidade, desenvolvimento da capacidade de resolver seus problemas de forma rápida e sozinho, auto-conhecimento e, no meu caso, até encontrar o amor da minha vida. Seja. Viva! Conhecimento é o que se leva na vida. Seja feliz onde estiver!
Um abraço,
A Backpackingalone
Montagem de fotos CsF

-Hannover-Alemanha, 05/03/2012 – Presidenta Dilma Rousseff durante cerimonia de abertura da Feira Internacional de Tecnologias da Informação e das Comunicações -CEBIT-2012. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.

Sobre Raquel Carvalho (Backpackingalone)

I am a brazilian pharmacist, blogger, vlogger, traveller now living in Germany.
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3 respostas para Depoimento sobre a experiência Ciência sem Fronteiras

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